Eu desci do ônibus com aquele sentimento de insegurança que quase todo mundo tem quando enfrenta alguma experiência nova. Para mim, tudo aquilo que eu via era novo. Tudo aquilo tinha sido construído naquele minuto, em minha vida. Aqueles prédios, aquelas árvores, os carros que passavam, o asfalto da pista... Tudo se resumia a um universo novo que estava nascendo pra mim.
Depois da insegurança, a alegria. “Eu to na UFAL!”. Eu quase que não conseguia acreditar. Mas, por mais incrível que parecesse, eu estava ali, descendo do ônibus. Eu me senti entorpecido. Eu já sabia que tinha passado no vestibular. Já tinha ouvido meu nome na praça. Mas eu estava ali. Realizando aquele “passar”. E isso sim me deixou feliz.
Eu sei que aquela universidade não é essa maravilha toda. Sei que está meio sucateada. Sei que muita gente não liga praquilo ali. Mas eu, com certeza, não pensei nessas coisas. Eu estava achando o máximo aquela nova experiência.
Cheguei na fila em direção a entrada. Naquele estágio, eu nem ligava mais para enfrentar filas. Quanto mais tempo demorasse ali, melhor seria, eu aproveitaria mais. Então eu recebi meu crachá. “Eduardo Leite – jornalismo”. Era eu. Era o meu curso. Eu estava ali. Ah, como eu estava feliz! Aquele crachá foi a confirmação. Eu estava na universidade e ia cursar o que eu queria.
Entrei no auditório. Fiquei ouvindo umas músicas repetitivas. Muito repetitivas. Na na na na na na na... Umas milhões de vezes. Aí começou. Deram início ao primeiro painel. E eu lá, super empolgado. Eu ouvia o primeiro palestrante atentamente. Não queria perder um segundo daquilo. Mas aí chegou o tédio. Eu comecei a me deitar na cadeira. Comecei a bocejar. Como aquilo estava chato! Aquele êxtase tinha ido embora. E ficou o tédio. Já não ouvia mais o que aquele povo falava. Queria a minha cama. Só queria aquilo.
Intervalo. Conversas. Comida. Ali eu acordei. A palestra tinha sido um saco, mas eu estava feliz da vida por ter conseguido chegar ali. Não fiquei para a outra palestra. A carona me esperava. Mas eu havia gostado (e até cochilado um pouco) do meu primeiro encontro com o local em que eu estudarei nos próximos quatro anos.
Eduardo Leite
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Uma ótima dica para quem está começando o curso de jornalismo é visitar o blog
NovoEmFolha – da
Folha Online. Nele, o aluno poderá encontrar dicas de livros, sites, tendências jornalísticas, além de textos relevantes para o período acadêmico e para a profissão. Recomendo que vocês visitem a página e ilustro o post com um texto indicado de lá, para que já se sinta o clima do blog. Como a época pede, escolhi postar algo sobre a prática do trote violento nas universidades, para leitura e discussão.
A reportagem indicada foi tirada do site do Estadão, e data 16 de fevereiro de 2009.
Câmara decide votar criminalização
de trote violento
Proposta prevê processo contra os estudantes que praticarem
trote e pune a universidade ele acontecer
Denise Madueño - Agencia Estado
BRASÍLIA - A Câmara decidiu votar nesta semana, em regime de urgência, o projeto que torna crime o trote violento praticado contra os calouros que entram nas universidades. A proposta prevê a abertura de processo contra os estudantes que praticarem o trote, pune a universidade onde houver esse tipo de violência e permite o trote cidadão ou social. O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) conclui nesta segunda-feira, 16, um novo texto para ser votado no plenário usando como base 15 projetos de lei sobre o assunto que estão tramitando na Casa desde 1995.
O deputado antecipou as linhas básicas da proposta. O projeto vai, primeiramente, reconhecer que o trote violento é prática de crime, que pode ser enquadrado como constrangimento ilegal, lesão corporal e homicídio, por exemplo. Além disso, a proposta vai responsabilizar as universidades, se seus alunos forem submetidos à violência em suas dependências.
Pelo texto de Dino, as faculdades serão obrigadas a processar os alunos que praticarem o trote violento. Nessa mesma linha, elas terão a responsabilidade de proteger os seus estudantes. "As universidades serão obrigadas a fiscalizar e, se houver trote violento em suas dependências, receberão sanções", disse Dino. O deputado vai estabelecer multa no caso do descumprimento da instituição. A proposta do deputado vai também criar instrumentos para dar base legal ao trote. Nesse caso, só serão permitidos os que tiverem objetivo social e de cidadania.
Deixem suas opiniões!
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Pessoal, foi um prazer enorme ministrar uma oficina para pessoas tão interessadas em fazer uma Comunicação diferente! Parabéns a todos pela primeira vitória: uma vaga no curso de uma universidade federal. Certamente seus pais, amigos e conhecidos estão esperando muito desta conquista, mas o mais importante nisso tudo é que vocês mesmos satisfaçam suas expectativas. E que elas sejam sempre grandes.
O vídeo feito em sala de aula, com o Roberval, sobre a Central Única das Favelas (CUFA) já está no ar. Vamos acessar através da Vidioteca, logo aí do lado.
Ah, a foto que ilustra esse post – tirada pelo nosso assistente da merdicina (risos) – estará disposta em breve também no e-mail criado para o blog: oficinacos@gmail.com (a senha é a mesma do blogspot). Ele é de vocês, façam bom proveito.
Na sexta-feira, ou até antes, passarei por aqui para elogiar as maravilhosas atualizações que vocês terão feito. Até lá, hein?!
Um ótimo carnaval para vocês e uma ótima semana! Vocês são fera!!!
E... vamos começar a blogar?
Abraços.
Isolda Herculano.
Qualquer dúvida, meu e-mail: isoldaherculano@hotmail.com
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